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 Cuidados a ter e a analisar quando se compra um Jeep

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slpinto

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MensagemAssunto: Cuidados a ter e a analisar quando se compra um Jeep   Seg Mar 25, 2013 12:33 pm


Amigos

Pode ser útil porque nos dá algumas noções ao que devemos prestar mais atenção quando compramos qualquer viatura

Muitos amigos aqui sempre perguntam o que verificar em um JEEP no acto da compra para reduzir as dores de cabeça depois.

Antes de mais nada é preciso entender as diferenças entre os modelos.

XJ – Cherokee Sport – Sendo os mais comuns dos anos de 1997 e 1998 na grande maioria, mas existem também um bom número do ano 2000 e 2001. De 96 os mais antigas, são menos comuns, portanto dê preferência por modelos mais comuns.
A grande maioria tem caixa automática, mas existem com opção manual. Dois modelos de transmissão são comuns nestas viaturas, uma que possui apenas a opção 4x4 Part Time (só para uso em trilhas e terrenos com barro) e uma outra que possui ainda a opção Full Time que permite circular no asfalto em qualquer velocidade. Ambas com reduzida. As 97 o ABS era opcional e comum nos anos seguintes.

ZJ – Grand Cherokee (até 1998 )– Existem dois modelos básicos, a Laredo que possui o mesmo motor que equipa a XJ de 4.0 cc com 6 cilindros em linha e o modelo Limited com motores V8.
No Brasil praticamente todos os modelos são com câmbios automáticos e a caixa de transferência apenas permite rodar em Full-Time ainda com a opção de reduzida.
O acabamento da Limited é superior a todos os outros modelos da linha que conta com opções como AC c/ controlador automático, bancos e espelhos com memória para diferentes motoristas entre outros.

WJ – Grand Cherokee (de 99 até 2005) – Na mesma linha das ZJs.

É claro que existem uma série de outras diferenças entre os modelos, mas estas são as diferenças mais evidentes entre os modelos.

Antes de Comprar:

-Verifique se o carro possui o(s) controle(s) remotos de abertura e travamento de portas. Estes controles são relativamente caros e difíceis de encontrar.
-Atento para o som do motor, ligue o carro (de preferência com o motor frio), o motor TEM QUE PEGAR DE PRIMEIRA. O som do motor não deverá apresentar ruídos de tuches, válvulas nem nada que não seja tipicamente o som harmonioso e potente destes motores.

-Tome atenção também para o nível de fumo emitida pelo escape. Mesmo motores com 150 mil km não emitem NENHUM FUMO, mesmo a 3.000/3500 RPM.

-Com o motor já quente, acelere LENTAMENTE até ás 3000 RPM, a aceleração deve subir “redonda” sem “engasgar”. Solte o acelerador lentamente e o mesmo deverá ser observado.

-Você terá que avaliar se não existe nenhum tipo de perda de óleo no carro. Um Cherokee em bom estado não vaza absolutamente NADA.

-Ruídos nos diferenciais são importantes de serem verificados, mas somente aparecem em velocidades acima dos 80 Km/h. Se estiver equipada com pneus AT com desenhos mais agressivos e MTs, com certeza vai confundir o ruído dos pneus com ruído de diferencial, ou vice-versa, e aí não tem receita. No caso da XJ, esse teste deve ser feito na posição full-time.
-Nas XJS engate e desengate as posições da caixa de transferência e rode com o veículo, aliás, PVC poderá testar o carro a todo momento em 4x4 Full Time.

-A mudança da alavanca da caixa de transferência deverá ser bem firme, porém não absurdamente “travada”. Se travar, experimente engatar a ré, depois alguma marcha a frente e verifique se consegue então a mudança, se conseguir tudo OK.

-Para o teste do Part Time (XJs) ou 4x4 Low, procure um longo trecho o mais recto e plano possível e ande com o carro até os seus 40-50 km/h será suficiente. Atenção para ruídos estranhos.

-Para o teste do câmbio automático a primeira coisa é ver o nível de óleo, se estiver baixo esqueça. Provavelmente o antigo dono era um relaxado e o câmbio pode ter sobre aquecido. Dentro da vida útil do óleo, o nível não baixa se o mesmo estiver OK. Com o carro parado e travado, mude a alavanca entre D e N, você irá sentir um leve “solavanco” no carro e este deve acontecer praticamente ao colocar em D. O mesmo deve acontecer para a posição R. Com o motor ligado e pré aquecido, freio de mão travado e com o pé no freio, passe para a posição D e enquanto mantém o carro travado, acelere com vontade, rapidamente (famoso “socar o pé”) atente para o conta-rotações, a rotação não deve passar de 2.400 RPM. Coloque em N e espere 2 minutos e repita o mesmo processo para a posição R. Faça este teste somente em um lugar onde tenha espaço aberto para evitar acidentes.

-Faça muitas manobras com o carro para avaliar o curso total da direcção e atento para ruídos. Faça a baliza se for o caso, a direcção não deve fazer nenhum ruído ou estalo e a bomba da direcção hidráulico somente aumente um pouco o ruído quando a direcção chegar ao limite em um dos lados.

-Circule por ruas de pavimento ruim para avaliar ruídos de suspensão e como está o alinhamento.

-Teste efectivamente todos os comando eléctricos do carro, como luzes, limpadores, vidros eléctricos, travas e tudo o que for possível.

-Avalie o estado da água do radiador, veja se tem aditivo ou se água está muito enferrujada. Normalmente o reservatório já denuncia o estado da água.

-Verifique o nível do óleo do motor e avalie o lado interno da tampa de óleo do mesmo. Se tiver formação de borra em excesso ou em coloração esbranquiçada mesmo que em baixa quantidade, esqueça desse carro na hora.

-Níveis de fluidos em ordem, mesmo que não sejam recentemente trocados revelam um certo zelo por parte do dono anterior.

-Quanto aos freios, verifique além da eficiência se não existe ovalização (oscilação do pedal ao travar). Pastilhas e discos das Cherokees são relativamente baratas e o sistema de freios não é nenhum “bicho de sete cabeças”, mas vale a pena prestar atenção.

-Se quiser testar o sistema ABS (para os modelos que possuem), escolha um trecho relativamente irregular, as chamadas costelas de vaca encontradas com facilidade em nossas ruas hoje (infelizmente) são muito boas, ou então ruas de paralelepípedo ou mesmo de terra batida. Não há necessidade de desenvolver uma grande velocidade, algo em torno de 20-30 Km/h são suficientes. Nesse tipo de pista e nessa velocidade, trave o carro com uma certa “vontade” (não precisa forçar o travamento), você deverá sentir o pedal do freio pulsar e isso é sinal que que a pressão do sistema está sendo aliviada como sinal do anti-travamento do ABS.

-O painel de instrumentos também é um grande aliado na avaliação do veículo. A temperatura da água de arrefecimento nesses veículos é alta mesmo, em torno dos 100°C, e pode chegar as vezes até meia divisão acima, além disso realmente há problemas. A pressão do óleo trabalha, quando o motor está frio em torno dos 3 bar, mas quando o veículo está na temperatura de trabalho é normal baixar (na marcha lenta) em torno de 1,5-2 bar dependendo da viscosidade do óleo utilizado, porém ao acelerar o motor, a pressão deverá subir novamente para o patamar de 3 bar. Abaixo destes valores realmente pode haver problemas. Preste atenção a todo momento se está rodando com o carro se a luz do “Check Engine” não acende ou pisca. A voltagem da carga da bateria, com o motor ligado deverá estar em torno do 14 Volts.

-Teste o Ar condicionado, aliás, a todo momento que estiver rodando com o carro, deixe o AC ligado directo, assim poderá avaliar além do fato de estar gelando efectivamente, se o motor não está sobre-aquecido, se existe irregularidade na marcha lenta ou no desempenho do motor. Teste também o ar quente do veículo.

-Se o veículo tiver GNV instalado e você já tiver uma predisposição a rodar com este combustível, isso não é motivo para reprova do carro. Mas é importante avaliar se a instalação foi bem feita, e se foi instalado todos os componentes necessários para o bom desempenho do GNV. O kit GNV ideal seria efectivamente o modelo que possui bicos injectores auxiliares para GNV, mas não são comuns por conta do preço. Os kit convencionais são os que possuem regulador de diafragma. Nesses carros é importante avaliar se o regulador é de grande capacidade e se a saída de gás é gerenciada electronicamente com motor de passo. È fundamental para o bom desempenho que o veículo tenha um variador de avanço para melhor desempenho e simulador de bicos injectores. Existe uma asneira muito dita que veículos com GNV acendem a luz do Check Engine com frequência, isso é uma asneira, pois se os sistema estiver bem instalado esse luz nunca acenderá. È normal que exista uma certa perda de potência ao rodar em GNV (comparado a Gasolina), mas não significa que você terá um desempenho de um carro 1.0. Avalie o chaveamento entre a gasolina e GNV e veja se o motor permanece estável, troque sempre entre um combustível e outro com o veículo rodando e pré-aquecido.

-Esse é um item mais difícil, mas o ideal seria levar o carro em uma oficina que lide com injecção electrónica e pedir para que passem o scanner no carro para levantar os códigos de erro que ficam no módulo de injecção. Mesmo que a luz de Check Engine ou ABS não acenda em nenhum momento, eventuais falhas ficam armazenadas na central, até mesmo as de câmbio automático. Obviamente esse é um item que tem um certo preciosismo, mas se tiver a chanse, por que não ?

Prefira um carro que esteja com todos estes itens acima 100% OK, ou pelo menos com os mais simples de serem resolvidos, pneus ruins e pequenos reparos de chaparia são mais simples de resolver que e um repara no caixa de velocidades ou motor por exemplo. Kilometragem alta nestes carros não significa muito, o conjunto motor/caixa de velocidades, desde que devidamente assistidos podem durar acima dos 200 mil Km.

É claro que os amigos mais experientes aqui poderão, comentar, alterar e adicionar itens, mas a ideia é consolidar esta questão tão comum por aqui e dessa forma sempre que possível direccionar essas questões


Nota: artigo retirado da net num blog brasileiro

Abraços

slpinto
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coolmike



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MensagemAssunto: Re: Cuidados a ter e a analisar quando se compra um Jeep   Seg Mar 25, 2013 2:33 pm

slpinto escreveu:


XJ – Cherokee Sport – Sendo os mais comuns dos anos de 1997 e 1998 na grande maioria, mas existem também um bom número do ano 2000 e 2001. De 96 os mais antigas, são menos comuns, portanto dê preferência por modelos mais comuns.
A grande maioria tem caixa automática, mas existem com opção manual. Dois modelos de transmissão são comuns nestas viaturas, uma que possui apenas a opção 4x4 Part Time (só para uso em trilhas e terrenos com barro) e uma outra que possui ainda a opção Full Time que permite circular no asfalto em qualquer velocidade. Ambas com reduzida. As 97 o ABS era opcional e comum nos anos seguintes.
Em portugal é pouco comum os motores a gasolina, por isso a maioria dos XJ's são de caixa manual e com caixa de transferencias Part-Time.
slpinto escreveu:

Antes de Comprar:

-Verifique se o carro possui o(s) controle(s) remotos de abertura e travamento de portas. Estes controles são relativamente caros e difíceis de encontrar.
-Atento para o som do motor, ligue o carro (de preferência com o motor frio), o motor TEM QUE PEGAR DE PRIMEIRA. O som do motor não deverá apresentar ruídos de tuches, válvulas nem nada que não seja tipicamente o som harmonioso e potente destes motores.
a nível eletrico é importante testar os vidros eletricos para ver se são acionados sem problema a partir de qualquer um dos comandos e se não fazem barulhos no fim do seu curso. deve ter-se também em atenção se os vidros não "fecham tortos", pois pode ser sintoma de uma reparação mal feita, e isso normalmente é sinal que brevemente se terá de trocar os elevadores.

A nível de motor deve ter-se em atenção se pega bem no fim de ter a resistência quente, se não tem pressão no vaso de expansão e se também não tem pressão na tampa das valvulas. Se existirem fugas de pressão no fim de o motor tar quente (5minutos) então é bem provável que tenha uma junta queimada ou mais provável ainda, uma (ou várias) cabeças estaladas).

slpinto escreveu:

-Tome atenção também para o nível de fumo emitida pelo escape. Mesmo motores com 150 mil km não emitem NENHUM FUMO, mesmo a 3.000/3500 RPM.
Os motores VM que equipam os XJ a diesel podem fazer um pouco de fumo quando estão frios, no entanto a quente são será normal ver-se fumo se houverem variações abruptas no pedal acima das 2500RPM.
slpinto escreveu:

-Com o motor já quente, acelere LENTAMENTE até ás 3000 RPM, a aceleração deve subir “redonda” sem “engasgar”. Solte o acelerador lentamente e o mesmo deverá ser observado.

Em andamento, a partir da 3ª relação, deve experimentar-se manter o pedal constante e ver se o carro sobe facilmente acima das 2000RPM, se houver algum poço nessa rotação é sintoma de problemas no injector piloto, e aí é necessário contar com uma reparação que facilmente ultrapassa os 500€

slpinto escreveu:

-Você terá que avaliar se não existe nenhum tipo de perda de óleo no carro. Um Cherokee em bom estado não vaza absolutamente NADA.

Não é normal perdas de oleo nestes motores. Sujidade na zona das cabeças por ser sinal de estaladelas. Se tiver um corrimento muito grande na traseira do motor pode ser uma rachadela no tubo de alta pressão que trás o oleo à cabeça. Nesse caso deve ser avaliado o estrago, pois se for recente é uma repação barata e pouco trabalhosa.

slpinto escreveu:

-Ruídos nos diferenciais são importantes de serem verificados, mas somente aparecem em velocidades acima dos 80 Km/h. Se estiver equipada com pneus AT com desenhos mais agressivos e MTs, com certeza vai confundir o ruído dos pneus com ruído de diferencial, ou vice-versa, e aí não tem receita. No caso da XJ, esse teste deve ser feito na posição full-time.
-Nas XJS engate e desengate as posições da caixa de transferência e rode com o veículo, aliás, PVC poderá testar o carro a todo momento em 4x4 Full Time.
Nos modelos equipados com Trac-lock (Dana35) pode surgir algum ruido no diferencial fruto do uso de valvulina não recomendada, deve ser avaliado por um profissional se o problema será só a viscosidade ou se o diferencial pode apresentar já danos de má manutenção. Os modelos com autoblocante são também aptos a "escorregar uma roda" quando se fazem manobras apertadas em zonas onde a aderência é baixa. Para identificar estes diferenciais, normalmente existe um autocolante dentro do porta-luvas e uma chapa apertada num dos parafusos inferiores da tampa do diferencial traseiro.

slpinto escreveu:

-Se quiser testar o sistema ABS (para os modelos que possuem), escolha um trecho relativamente irregular, as chamadas costelas de vaca encontradas com facilidade em nossas ruas hoje (infelizmente) são muito boas, ou então ruas de paralelepípedo ou mesmo de terra batida. Não há necessidade de desenvolver uma grande velocidade, algo em torno de 20-30 Km/h são suficientes. Nesse tipo de pista e nessa velocidade, trave o carro com uma certa “vontade” (não precisa forçar o travamento), você deverá sentir o pedal do freio pulsar e isso é sinal que que a pressão do sistema está sendo aliviada como sinal do anti-travamento do ABS.
O trabalho do ABS sente-se bem,especialmente porque dá ideia que o carro "não trava" como queremos. Em piso molhado é também normal que se sinta a traseira soltar-se um pouco ao travar. Pelo que tenho conversado com vários proprietários,não é defeito, mas sim feitio.
slpinto escreveu:

-O painel de instrumentos também é um grande aliado na avaliação do veículo. A temperatura da água de arrefecimento nesses veículos é alta mesmo, em torno dos 100°C, e pode chegar as vezes até meia divisão acima, além disso realmente há problemas. A pressão do óleo trabalha, quando o motor está frio em torno dos 3 bar, mas quando o veículo está na temperatura de trabalho é normal baixar (na marcha lenta) em torno de 1,5-2 bar dependendo da viscosidade do óleo utilizado, porém ao acelerar o motor, a pressão deverá subir novamente para o patamar de 3 bar. Abaixo destes valores realmente pode haver problemas. Preste atenção a todo momento se está rodando com o carro se a luz do “Check Engine” não acende ou pisca. A voltagem da carga da bateria, com o motor ligado deverá estar em torno do 14 Volts.
Nos diesel, a temperatura normal deve andar na casa dos 65-80º, em subidas mais acentuadas por subir um pouco mais, no entanto não é normal atingir os 100º. se o fizer pode ser sintoma de problemas de refrigeração e rapidamente vai trazer danos às cabeças.
slpinto escreveu:


-Teste o Ar condicionado, aliás, a todo momento que estiver rodando com o carro, deixe o AC ligado directo, assim poderá avaliar além do fato de estar gelando efectivamente, se o motor não está sobre-aquecido, se existe irregularidade na marcha lenta ou no desempenho do motor. Teste também o ar quente do veículo.
IMPORTANTE: A maioria não tem o AC a funcionar!



Isto é o meu complemento no carro que conheço melhor, o XJ com o famoso motor VM


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RedHeart



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MensagemAssunto: Re: Cuidados a ter e a analisar quando se compra um Jeep   Qui Nov 26, 2015 7:47 pm

Boas dicas. Obrigado a ambos.
Pena que nem sempre há muito tempo (nem saber) para verificar tudo ao pormenor Sad
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MensagemAssunto: Re: Cuidados a ter e a analisar quando se compra um Jeep   

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